

Mas o que quero instigar hoje é o seguinte questionamento: o que temos buscado fora?
O quanto temos sofrido por buscar o amor de alguém ou das pessoas e não temos recebido? O quanto temos sofrido porque os outros não nos aprovaram em determinadas ações? O quanto temos sofrido porque não obtivemos o apoio para em um objetivo ou projeto? O quanto temos sofrido por não acreditarem em nós? O quanto temos sofrido por não termos a companhia de outras pessoas?
Agora, o mesmo questionamento, mas de outra forma: Por que temos buscado o amor fora? Por que temos buscado a aprovação fora? Por que temos buscado o apoio fora? Por que temos buscado a credibilidade fora? Por que temos buscado companhia fora?
Você sofreu uma decepção, uma mágoa, por que alguém não acreditou, não apoiou um projeto seu? Sim? E o quanto você acreditou em si mesmo? O quanto estava seguro e firme com o que acreditava, com o que desejava?
Em vista disso, temos culpado os outros por questões que nem nós mesmos conseguimos estimular dentro de nós. Quem tem o ouro dentro, não só não cobiça o ouro fora, como nem o procura. Portanto, é preciso que tenhamos a coragem e a dignidade de plantar em nosso jardim interior tudo o que admiramos e reclamamos para nós.
A vida interior, o processo de autoconhecimento e reforma íntima, predispõe encontrar e estimular todas essas questões, esses sentimentos, essas condições… onde?… sim, dentro de nós mesmos!
Tudo que estamos, consciente ou inconscientemente, buscando no externo que nos rodeia, nas situações, nas pessoas, é por que não temos isso dentro, para com nós mesmos. Qual é a analogia do ouro? Ouro, em nosso mundo material, é extremamente valioso. Quanto mais puro e maciço, mais valor de mercado ele tem.
E como estamos cultivando aquilo que é valioso para nós em nosso íntimo? Como estamos cultivando o nosso ouro interior, ou seja, a nossa essência? Esta que é nossa, individualizada, personalizada, divina. Lapidada vida após vida, contendo todas as cicatrizes, mas também contendo todo seu brilho próprio, proveniente de tudo que já desenvolvemos de bom. E é para isso que descemos novamente à experiência na Terra: para que possamos buscar e encontrar este brilho interior, através do autoconhecimento. Não há mistérios, não há segredos. O mais significativo feito que podemos proporcionar é o do autodesenvolvimento, da evolução através do olhar interior.
O que seria ouro para você? O que é realmente valioso para você? Tem cuidado do seu ouro interior? Tem procurado conhecê-lo? Tem procurado polir o seu ouro, para que ele ilumine de dentro para fora? Quais são os sentimentos que você tem alimentado para formar o seu ouro interior?
Desejamos viver com amor? Desejamos viver com apoio? Desejamos viver com companhia? Desejamos viver com credibilidade? Então comecemos por dentro, que é onde tudo começa. E aí sim, tudo isso e muito mais que venha de fora fará sentido e somará com o que já há em nossa vida interior. Aí poderemos viver de forma mais plena e consciente em nossas relações, o que estaremos obtendo de retorno de tudo que nos rodeia.
Não há pressa, não há o que temer. Temos uma vida inteira para isso, e nem sempre uma só é o suficiente. Mas dar o primeiro passo e buscar este caminho de dentro, procurando compreender estas questões mais profundas e existenciais, é fundamental e nos proporcionam uma significativa mudança de vida.
De que forma o seu ouro reluz? Que formato ele tem? Que tonalidade de dourado somente ele possui? Que essa reflexão possa despertar em você a vontade de conhecer e cuidar mais do seu ouro interior, pois ele é muito importante e valioso. Ele é sua “moeda de troca” para viver e sair melhor desta passagem na Terra. É isso que levaremos daqui.
Há ainda uma segunda reflexão que acredito que possamos tirar dessa importante questão filosófica. Mas fica para o próximo texto. Enquanto isso, deixe seu comentário e a sua proposta de reflexão sobre a frase levantada aqui: quem tem o ouro dentro, não cobiça o ouro fora.